Por Renato Vargens

Pastorear o rebanho não é nada fácil. Exortar os crentes a uma vida santa é mais complicado ainda! Lamentavelmente muitos daqueles que se chamam evangélicos não querem compromisso com Deus e sua Palavra preferindo uma vida de pecados e transgressões. Nessa perspectiva os jovens frequentam os cultos e mantem relação sexual com os namorados; participam da Ceia do Senhor e se embebedam de vinho; Cantam os louvores gospel e vivem na esbórnia; se dizem crentes e cometem todo tipo de pecado. 

Pois é, como já escrevi anteriormente uma das maiores lutas dos pastores é a santidade da igreja. Eu particularmente tenho lutado por uma igreja santa e compromissada com a Palavra. Luto por jovens comprometidos com o Evangelho e livres do pecado, por casais cujo leito matrimonial seja sem mácula, por adolescentes livres do mundanismo, e por homens e mulheres santos como o meu Senhor. No entanto, as vezes tenho a impressão que tenho dado soco em ponto de faca. 

Ora, nós pastores temos exortado, aconselhado e admoestado os que se dizem crentes a uma vida santa, mas estes lamentavelmente tem feito ouvidos de mercador fingindo que não ouvem as mensagens pregadas. A prova cabal disso são as redes sociais cujos "afiliados" que se dizem de Jesus, tem a cara de pau em compartilhar sem a menor vergonha, suas orgias, bebedices e imoralidades.

Outro dia soube de um adolescente,  filho de um conhecido  pastor que vive de balada em balada, pegando as menininhas e bebendo todas. Triste isso não? Que tempos complicados são esses os nossos!

Caro leitor, definitivamente os dias são maus e devido a isto acredito mais do que nunca que necessitamos de um genuíno avivamento na igreja brasileira, mesmo porque, se as coisas continuarem do jeito que estão, temo pelo futuro do evangelicalismo nacional.

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!

Renato Vargens


Por Renato Vargens

Outro dia ouvi uma história a qual compartilho com vocês.

Uma irmã (a qual por questões obvias não posso revelar o nome), passou pela seguinte experiência:

Em um final de culto movida por um grave problema pessoal, a irmã em questão, procurou o seu pastor no desejo de abrir o coração pedindo-o, que este lhe ajudasse em aconselhamento pastoral. O pastor, sem poder ouvi-la naquele momento, até porque, muita gente desejava lhe falar e principalmente lhe cumprimentar em virtude do maravilhoso sermão pregado, solicitou à irmã que procurasse a secretaria da igreja e agendasse um encontro.

Assim foi feito. No dia seguinte a irmã procurou a secretaria tentando agendar o encontro pastoral, no entanto, para sua surpresa, a secretária lhe informou que o pastor não teria agenda livre para os próximos cinco meses, o que impossibilitaria o seu atendimento. A moça se desesperou, implorou, pediu pelo amor de Deus, mais nada pôde ser feito. A secretária explicou que o pastor tinha já agendado muitos encontros, jantares, viagens e conferências que tinham que ser priorizadas e que o máximo que ela poderia fazer era encaixá-la num atendimento quatro meses depois.

A moça saiu da igreja naquela manhã de segunda-feira pior do que entrara, na verdade, agora ela se sentia deprimida, desvalorizada e sem perspectiva alguma de ser ajudada em seu problema. O pastor a qual ela pensava que poderia ajudá-la infelizmente não poderia fazê-lo.

Seis meses se passaram e a moça desiludida, bem como desesperançosa, não fora mais à igreja. Para sua tristeza, ninguém, absolutamente ninguém, a procurou querendo saber o motivo de sua ausência. Até que um dia, o pastor da igreja a encontrou  na instituição onde ela trabalhava. Ao encontrá-la,  o pastor não esboçou nenhum comentário quanto a sua ausência, na verdade, a única coisa que falou, é que estava correndo, em virtude da grande e complexa agenda.

Não sei o que você pensa e sente ao ler essa pequena história. Quando soube do fato fui tomado por uma enorme perplexidade que me fez questionar sobre o papel pastoral nos dias de hoje.

Por favor, pare, pense e responda: 

Aonde estão os pastores do povo de Deus? Aonde estão aqueles que por amor ao Rei, largam as 99 ovelhas em detrimento a uma que se perdeu?

Caro leitor, vivemos uma crise de pessoalidade, alguns pastores se tornaram estrelas da fé, imponentes, poderosos e exageradamente impessoais. Lamentavelmente as mensagens pregadas nos púlpitos são frutos diretos de um marketing religioso onde o principal objetivo o engrandecimento de alguns. Infelizmente os pastores têm se preocupado mais com a porta de entrada do que com a porta de saída. O fluxo e refluxo dos que entram e saem dos nossos templos é impressionante. Vivemos numa era onde as pessoas são coisificadas, onde seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus são representados por números.

Nossa geração mais do que qualquer outra necessita de pastores de almas, necessita de gente abnegada, que se preocupa com a dor do próximo e que tem prazer em cuidar da ovelha ferida.

E o seu pastor? Em que perfil se encaixa? É ele um pastor de almas ou um marqueteiro da fé?

Boa pergunta, não é verdade?

Que Deus tenha misericórdia de seu povo e nos conceda pastores segundo o seu coração.

Sole Deo gloria,

Renato Vargens

Por Renato Vargens


O Bispo Edir Macedo criticou o primeiro milagre feito por Jesus. Na ocasião ele afirmou não entender o porque Jesus transformou água em vinho quando poderia prioritariamente ter transformado a vida das pessoas. (Veja aqui)

Pois bem, visando ajudar o Bispo Macedo e outros tantos em sua dúvida, resolvi explicar o porque o Senhor Jesus fez esse milagre.

Antes de tudo torna-se necessário que entendamos que o Evangelho de João foi escrito para que os homens creiam Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome” (Jo 20:31) 

Vale a pena ressaltar que o Evangelho de João nos traz ensinamentos extremamente importantes como:

1-) Jesus Cristo é o Filho do Deus, o Rei Ungido.
2-) Jesus Cristo é o Messias esperado e profetizado pelos profetas no Antigo Testamento.
3-) Jesus Cristo é o Salvador dos homens e que todo aquele que nele crer não perecerá mais terá a vida eterna.

Além disso, o propósito de João ao escrever este evangelho era afastar seus leitores da dependência da lei, e da especulação gnóstica , conduzindo-os diretamente para o “caminho, a verdade, e a vida”. 

Digo mais, o evangelho de João também foi escrito para demonstrar que Jesus era o Filho de Deus encarnado, através dos sinais que operou. Portanto, ao transformar água em vinho nosso Senhor demonstrou a todos quanto testemunharam este fato ou leram dele,   que Ele era verdadeiramente o Messias esperado, o Filho do Deus vivo. Junta-se a isso que Cristo com este milagre manifestou sua glória levando seus discípulos a crerem nele. (João 2:20) Portanto, o verso em si elucida a dúvida "macediana" que diz não entender porque Cristo operou tão estupendo milagre.

Pois bem, para que fique claro afirmo:

O milagre da transformação de água em vinho dentre tantos outros, foi feito prioritariamente pelos seguintes motivos:

1-) Manifestar a glória do Cristo, o Messias ansiado. Aleluia!
2-) Fazer com que os homens cressem!

Aliás, isso o Bispo Macedo precisa entender. O milagre da transformação da água em vinho se deu com  o duplo propósito de  Glorificar a Cristo e pregar o evangelho da reconciliação. 

Portanto, à luz destas afirmações o Evangelho é muito mais que riquezas, bênçãos ou vitórias. O evangelho é poder de Deus que salva o homem e que glorifica a Cristo como único e suficiente Salvador.

Renato Vargens

Por Renato Vargens

A coisa anda tão complicada que nem Jesus serve mais! Infelizmente o evangelho pregado por alguns é tão humanista que fica difícil eles acreditarem num Deus soberano.

O Bispo primaz da IURD, Igreja Universal do Reino de Deus, senhor Edir Macedo afirmou com todas as letras que o Senhor Jesus cometeu o equivoco de transformar água em vinho, (veja o vídeo abaixo) quando deveria prioritariamente ter transformado as vidas das pessoas. Macedo também diz que ele não viu propósito no primeiro milagre de Jesus e que no seu ponto de vista o Senhor não deveria tê-lo feito.

Caro leitor, eu tenho uma posição firmada quanto a Igreja Universal do Reino de Deus (leia aqui) e conforme já escrevi anteriormente não acredito que esta seja uma igreja genuinamente evangélica.

A afirmação do Bispo Macedo não me surpreende em nada, até porque, seus ensinamentos, doutrinas e pregação em muito se contrapõe as verdades defendidas pelas Escrituras.

Ora, quem somos nós para questionarmos as ações do Senhor? Quem somos nós para questionarmos a justiça de Deus? Quem somos nós para não aceitarmos a vontade soberana de Deus? Pois é, o problema é que  a IURD e suas parceiras de fé  pregam um evangelho diferente dos evangelhos e a consequência direta disso é a multiplicação de desvios doutrinários.

Prezado amigo, nós protestantes cremos que o nosso Deus é Soberano e que majestosamente reina e governa sobre tudo. Além disso, cremos na Bíblia como palavra inerrante de Deus e que tudo que nela está Escrito é Palavra infalível do Senhor.

Isto posto, sou obrigado a concordar que as doutrinas de Edir Macedo não são cristãs e que afrontam de forma veemente tudo aquilo que os apóstolos e reformadores ensinaram. Resta-nos portanto rogar ao Senhor que tenha misericórdia do povo brasileiro livrando-os dos enganos ensinados pela universal do Reino de Deus.

Com lágrimas nos olhos,

Renato Vargens

Ps: Leia também: "Por que Jesus transformou água em vinho? Uma resposta ao Bispo Macedo (aqui)

Por Renato Vargens

Volta e e meia alguém me escreve perguntando sobre alguns comportamentos e práticas dos cultos evangélicos no país. A pergunta destes irmãos destina-se ao fato se as ênfases litúrgicas de suas igrejas estão de acordo com o padrão bíblico. 

Pois bem, tentando ajudar àqueles que me indagaram a respeito das incongruências evangélicas segue abaixo algumas dicas que poderão ajudar qualquer um a  avaliar e descobrir se a igreja que  frequenta está com um culto equivocado e distante do padrão bíblico:

1- No culto fala-se mais de dinheiro do que de Jesus.  Lamentavelmente existem igrejas que a palavra sobre ofertas tem o mesmo peso e tamanho da pregação. 

2- O principal foco do culto é vitória pessoal ou a prosperidade do individuo.

3- O Momento de louvor com música é valorizado demasiadamente em detrimento a pregação da Palavra de Deus. Nesta perspectiva destina-se um longo espaço as canções e poucos minutos a exposição das Escrituras.

4- O culto é terminantemente antropocêntrico.

5- A palavra do pastor é mais importante do que a Palavra de Deus.

6- No culto não há espaço para confissão ou arrependimento de pecados, muito pelo contrário, o culto é marcado por decretos, determinismos e ordens a Deus onde que mais importa são as bênçãos divinas.

7- No culto jamais se fala, canta ou prega sobre a cruz.

Caro leitor, se a igreja que frequenta tem por características estes comportamentos aconselho que saia dela procurando uma comunidade cuja centralidade esteja em Cristo e sua Palavra.

Pense nisso,

Renato Vargens

Ps: Sugiro também a leitura do texto onde eu trato das 10 marcas de uma igreja apóstata.