Pastores que oram pelos mortos uma velha-nova heresia

Por Renato Vargens

Outro dia ao participar de uma cerimônia fúnebre ouvi a seguinte oração feita por um pastor a favor do morto: "Senhor, eu oro por fulano e em suas mãos entrego sua alma." 

Como é que é? Talvez você esteja pensando com os seus botões, foi isso mesmo que eu li? 

Pois é, lamentavelmente foi exatamente isso que aconteceu. O pastor demonstrando uma enorme ignorância bíblica intercedeu pelos mortos.

Prezado amigo, infelizmente, essa equivocada doutrina católica está ganhando adeptos entre os evangélicos, que por desconhecerem as doutrinas fundamentais das Escrituras comportam-se de forma absolutamente antagônica ao ensino bíblico.

A prática de orar pelos defuntos iniciou-se por volta do 5º século (d.c), quando a igreja passou a dedicar um dia especifico do ano para rezar pelos seus mortos. No entanto, o culto de finados somente seria instituído na França, no século X, através de um abade beneditino de nome Cluny. Um século depois, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram aos fiéis a dedicarem um dia inteiro aos mortos. Já no século XIII o dia de rezar pelos finados finalmente começou a ser celebrado em 2 de novembro. Essa data foi definida por ser um dia depois da comemoração da Festa de Todos os Santos, onde se celebrava a morte de todos que faleceram em estado de graça e que por algum motivo não foram canonizados.

Caro leitor, a Bíblia é absolutamente clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo. Ensina também, que o fato de toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida, o que, por conseguinte, nos leva a entender de que não existe fundamento teológico para interceder a favor dos mortos.

Para os católicos romanos a referência bíblica que fundamenta esta prática encontra-se em 2 Macabeus 12.44. Entretanto, nós protestantes, não reconhecemos a canonicidade deste livro e nem tampouco a legitimidade desta doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas e sim as doutrinas das Sagradas Escrituras.

Segundo a interpretação protestante, a Bíblia nos diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).

Ora, do ponto de vista bíblico é inaceitável acreditar que os mortos estejam no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação. Em hipótese alguma nós como cristãos devemos celebrar ou participar de culto aos mortos, antes pelo contrário, fomos e somos chamados a anunciar aos vivos a vida que somente podemos experimentar em Cristo Jesus.

Soli Deo gloria,

Renato Vargens

3 comentários:

Pastor Renato, muito bom os seus artigos, principalmente este. Também um pastor renomado no meio batista em sua palavra num culto fúnebre há alguns anos, quando uma pessoa que era da liderança foi descoberta em trama diabólica de exploração sexual de menores, e se suicidou, disse que essa pessoa estava nos braços do Senhor. Infelizmente temos muito disso, principalmente com os pastores maçons.

27 de maio de 2013 11:27 comment-delete

Quando acho que nada mais me choca, leio sobre pastores, imitando práticas católicas e retrocedendo no evangelho de Cristo. Fui visitar uma igreja que tem um são francisco enorme no altar(evangélica), ai corro para palavra "retém o q é bom" porque se procurar acha tanta heresia que vou servir a Deus em casa, cantar os hinos que eu fizer e buscar a salvação só lendo a bíblia sem dar ouvidos a pastores. A chegada ao céu tá mais difícil a cada dia. "Que Deus nos ajude"

27 de maio de 2013 19:55 comment-delete

Marcele,

Apesar de loucura ainda existem igrejas sérias nesse país. Tenha certeza disso!

Abraços,

Renato Vargens

27 de maio de 2013 19:58 comment-delete