Resolvi digitar no Google a expressão "culto da vitória", e para minha surpresa eu encontrei mais de 220 mil menções a reuniões deste naipe promovida por igrejas evangélicas. 

De fato, em boa parte das igrejas neopentecostais, pentecostais e até mesmo históricas, tornou-se comum, cultos onde o foco não é a glória de Deus, mas, sim a satisfação das necessidades do freguês.

Diante do exposto, resolvi escrever cinco motivos básicos porque não vejo base bíblica para a organização dos chamados cultos da vitória, senão vejamos:

1- Os cultos da vitória, não são focados em Cristo, mas sim exclusivamente nos fieis, demonstrando com isso, um viés absolutamente antropocêntrico. 

2- Os cultos da vitória geralmente fundamentam-se na espúria e falsa teologia da confissão positiva e prosperidade, fazendo de Deus um mero instrumento de bênçãos, 

3- Os cultos da vitória incentivam, ainda que entrelinhas, a prática da simonia.

4-  Os cultos da vitória em sua essência, promovem a prática moderna das indulgências. onde mediante generosas contribuições, Deus concede ao crente bençãos sem medida. 

5- Os cultos da vitória disseminam o falso ensino que tendo fé na fé, é possível dar ordens a Deus, determinando assim, mediante decretos espirituais as ações do Altíssimo.

Ademais, também não vejo base bíblica para a "nomeação" de cultos, o que lamentavelmente, tornou-se comum nas igrejas. Para nossa tristeza já vi cultos com todos os focos possíveis, como deste prosperidade, até a unção divina para arrumar namorado.

Isto posto, concluo dizendo que cultos devem ser somente  para a glória de Deus e não para a satisfação das vontades de homens.

Pense nisso!

Renato Vargens 



Eu já escrevi inúmeras vezes tanto nesse BLOG como nas Redes Sociais a minha alegria em ver os jovens sedentos pelas Escrituras e teologia. Tenho louvado a Deus por aquilo que o Espirito Santo tem feito na vida de muitos rapazes e moças Brasil à fora. Contudo, particularmente confesso que fico assustado com a forma autoritária com que alguns jovens tem se dirigido  àqueles que pensam diferente de suas percepções teológicas. Para piorar a situação, tenho visto  alguns garotos promovendo deboches e achincalhes a homens bem mais velhos que eles. Nessa perspectiva teólogos respeitados como Franklin, Ferreira, Augustus Nicodemus, Heber Campos, Leandro Lima , dentre tantos outros tem sido ridicularizados por meninos de internet. 

Outro dia soube de um caso de um rapaz que afrontou desrespeitosamente um dos mais capazes e saudáveis pastores brasileiros numa rede social. Noutra ocasião testemunhei um adolescente seminarista chamando a atenção de forma áspera e desrespeitosa homens e mulheres com idades para serem seus pais simplesmente porque pensavam diferente daquilo que ele acreditava ser correto. Há pouco soube de outro adolescente com pouquíssimo tempo de conversão, que ao ler sobre um fato ocorrido em uma Igreja bem conhecida no Brasil, exigiu do pastor explicações. Isso mesmo, o menino escreveu para o pastor, um experiente líder brasileiro exigindo respostas. 

Pois é, entendo que a discussão teológica seja saudável, o que não dá para entender é o escárnio usado por esses garotos. 

Isto posto, elenco quatro sugestões as quais compartilho com os jovens que desejam discutir teologia na internet:

1- Não usem de desonestidade intelectual. Lembre-se que a mentira afronta a santidade do Senhor e os que agem desta maneira além de pecar contra os irmãos, pecam contra Deus.

2-  As Escrituras nos ensinam a tratar os mais velhos com respeito. Alguns dos pastores atacados por esses garotos,  possuem idade para serem seus avós, e como tais deveriam ser tratados com deferência e dignidade.

3- Lembre-se que toda ação gera uma reação. Debates acadêmicos são saudáveis e glorificam a Deus, agora, deboches e achincalhes promovidos no anonimado fere a constituição brasileira, e concede ao ofendido o direito de responder ao ofensor no rigor da lei.

4- Procure avaliar se a forma com que lida com pastores mais velhos nas Redes Sociais tem glorificado a Deus e edificado a sua igreja. 

Pense nisso!

Renato Vargens 
Por Renato Vargens 

Outro dia eu afirmei que a Igreja Universal do Reino de Deus não pode ser considerada uma Igreja protestante ou evangélica, (leia aqui) simplesmente pelo fato de que a sua teologia é sincrética, antropocêntrica e anti-bíblica. Além disso, ela não possui nenhuma relação teológica ou confessional com as expressões da Reforma, antes pelo contrário, seus ensinamentos contrapõem-se as doutrinas da ortodoxia evangélica. 

Há pouco, eu assisti nas Redes Sociais um vídeo em que o um pastor da IURD apresentava o sumo-sacerdote  do Templo de Salomão. 

Ora, como assim? Afirmar que existe um sumo-sacerdote é blasfêmia. Sinceramente a cada dia a Universal demonstra efetivamente não ser uma igreja cristã.

Lamentavelmente as doutrinas defendidas pela IURD são absolutamente sincréticas. Digo mais, ainda que seus bispos afirmem sua fé na Palavra de Deus, sua prática doutrinária demonstra outra coisa, junta-se a isso o fato de que a IURD relativiza a graça de Deus, pregando conceitos pagãos e absolutamente contrários as Escrituras Sagradas. 

Tempos difíceis os nossos em que a Palavra de Deus se cumpre entre aqueles que se dizem cristãos.

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências" (2 Timóteo 4:3)

Renato Vargens