Em primeiro lugar vale a pena ressaltar que eu não estou generalizando o fato de que todo adolescente que participa do funesto desafio da "baleia azul" possui pai e mãe ausentes. 

Baleia azul é um jogo que  consiste em uma série de 50 desafios, que devem ser cumpridos diariamente e que chegam por meio de mensagens (WhatsApp, Facebook, SMS e outras redes sociais). 

No jogo há desde tarefas simples, como desenhar uma baleia num papel, até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios, furar a palma da mão ou desenhar no braço com uma lâmina uma baleia. Para culminar a desgraça, o desafio mais macabro deste maldito jogo é sempre o mesmo: suicídio.

Bom, apesar de não generalizar, sou tomado pela convicção que boa parte dos adolescentes que aceitam participar do jogo da baleia azul, o fazem por se sentirem deprimidos, o que em parte se deve a ausência de pais e mães. De fato, num mundo como nosso aonde muitos pais são "workaholics" preferindo o trabalho a dedicarem tempo aos seus filhos, a possibilidade de que meninos e meninas se sintam fragilizados é significativa. 

Ora, quantos adolescentes que mesmo vivendo com seus pais, não recebem por parte destes atenção carinho, amor e disciplina? Eu particularmente tenho visto inúmeros adolescentes deprimidos, angustiados, sem ânimo algum pelo fato inequívoco de terem sido abandonados em vida por seus pais. Na verdade, ouso afirmar que esses meninos são órfãos de pais e mães.

Diante do exposto, gostaria de oferecer aos pais de adolescentes pelo menos seis conselhos:

1- Ame seu filho e lembre-se que amor se mostra através de atitudes.
2- Dedique tempo ao seu filho. Seja presente, priorize ele, vá ao cinema, ao estádio de futebol, a um parque e gaste tempo em comunhão e relacionamento pessoal.
3- Seja o melhor amigo de seu filho. 
4- Se perceber que ele está se isolando dos amigos, da família, com um comportamento marcado pela tristeza, tente conversar com ele e se necessário for procure ajuda profissional.
5- Procure ver com quem ele está se relacionando na escola, na internet ou em outro ciclo de relacionamento qualquer.
6- Ore com e por ele.

Pense nisso,

Renato Vargens


Essa geração tem sido marcada por homens infantilizados que devido a super-proteção proveniente de seus pais não amadureceram. Lamentavelmente, tornou-se comum encontrarmos inúmeros homens morando na casa dos pais até os trinta, quarenta anos de idade, recusando de forma veemente enfrentar as responsabilidades de edificar sua própria família. 

Eu mesmo conheço vários homens que não atam, nem desatam, isto é, ensaiam namoros, noivados, mas, nunca tomam uma posição firme quanto ao casamento e muito menos sair de casa.

Infelizmente os homens em questão por terem sido criados num invólucro protecionista, não desejam crescer, preferindo a meninice, desenvolvendo por conseguinte  um comportamento do tipo adolescente, onde as mulheres que com eles se relacionam são enroladas por anos a fio. 

As Escrituras nos ensinam que ao adentrar a fase adulta, o homem deve deixar pai e mãe e se unir a sua mulher. (Gênesis 2:24-25) Na verdade, a Bíblia incentiva os jovens a seguirem o curso da vida, contraindo matrimônio, constituindo família para a glória de Deus.

Isto posto, penso que os pais precisam rever a forma com que tem criado seus filhos. Ademais, acredito também que a igreja precisa fornecer ferramentas as famílias a fim de que estas eduquem homens e não eternos "homeninos"  (se desejar ler sobre homeninos clique aqui)

Quanto aos homens que me leem  e que se encaixam nesse perfil, deixo pelo menos três conselhos:

1-) Enfrente a vida, saia debaixo da saia de sua mãe e cumpra o propósito estabelecido por Deus.

2-) Deixe para trás as coisas de menino, pare de pensar, sentir e agir como menino. 

3-) Decida ser homem e viva para a glória de Deus, casando, gerando filhos, e constituindo família para a glória de Deus. 

Concluo esse breve texto afirmando que quando homens não crescem e amadurecem, a sociedade experimenta um colapso relacional, proporcionando com isso graves problemas estruturais, sociais e familiares.

Pense nisso!

Renato Vargens


Não são poucos os homens que  tratam muito mal suas mulheres. Lamentavelmente tornou-se comum encontrarmos maridos desrespeitando suas esposas, tratando-as como coisas,  desprezando-as, humilhando-as,  jogando-as fora como objetos descartáveis. 

Penso que em parte isso se deva a criação, bem como a educação dada pelos pais aos seus filhos, que as vezes mostram aos seus meninos uma forma equivocada de lidar com as mulheres. 

Diante do exposto, resolvi escrever dez dicas para pais que desejam criar meninos que respeitem meninas, senão vejamos:

1- Ensine seus filhos a tratarem meninas de forma respeitosa, levando-os a entender que elas não devem ser consideradas um simples objeto de prazer, descartando-as no "lixo" quando "não servirem mais".

2- Ensine seus filhos a tratarem meninas com educação, carinho e afetividade.

3- Ensine seus filhos a protegerem meninas. As Escrituras nos mostram isso de forma extremamente clara, levando-nos a entender que homens precisam proteger suas mulheres.

4- Ensine seus filhos a amarem as meninas tratando delas com amor sacrificial, assim quando casarem, poderão colocar em prática o ensino bíblico de que maridos devem amar suas esposas assim como Cristo amou sua igreja.

5- Ensine seus filhos a ouvirem as meninas, bem como seus conselhos, suas dicas e considerações.

6- Ensine seus filhos a serem parceiros das meninas, levando-os a entenderem a importância de viverem juntos a vida comum do lar, como também a serem copartícipes de sonhos, alvos e quimeras.

7- Ensine seus filhos a valorizarem meninas, como também suas profissões, formações acadêmicas e muito mais.

8- Ensine seus filhos a tratarem as meninas como iguais. Homens e mulheres diante de Deus são iguais, do ponto de vista bíblico o homem não é superior a sua esposa. Os homens e mulheres se complementam, possuem funções diferentes, na igreja, na família e na sociedade, mas, diante de Deus são iguais.

9- Ensine seus filhos a servirem as meninas tratando-as com consideração, respeito e dignidade.

10- Ensine seus filhos a se relacionarem com meninas de forma que Deus seja glorificado. 

Pense nisso!

Renato Vargens

As Redes Sociais são testemunhas do fato de muitos cristãos terem indicados em suas "timelines" o filme "A Cabana". Na verdade, vi alguns dos chamados "cantores gospel" incentivando os seus seguidores no Facebook a não perderem em hipótese alguma, aquele que segundo eles é um filme maravilhoso e com valores bíblicos. 

Ora, será que "A Cabana" é um filme bíblico mesmo? Será que os valores anunciados e defendidos pelo filme, são valores fundamentados nas Escrituras? Será que o ensino sobre a pessoa de Deus difundido pela película cinematográfica estão de acordo com a Santa Palavra de Deus? 

Penso que não. Na verdade, alguns  pastores, dentre estes eu, escreveram sobre o perigo de um cristão entrar na cabana. (leia aqui, aqui e aqui), 

Agora, por que então alguns pastores e cantores gospel se encantaram com o filme? Quais motivos levaram esses irmãos a desejarem entrar na "cabana'? 

Dentre inúmeras razões, citarei pelo menos quatro. Todavia, antes de fazê-lo, ressalto que acredito que a indicação do livro/filme por parte desses irmãos se dá de forma sincera e ignorante. Sincera porque acreditam que o filme retrata de forma fidedigna a pessoa de Deus e ignorante porque ignoram as doutrinas básicas e fundamentais a fé cristã.

Isto posto, vejamos pelo menos quatro destas razões:

1- O desconhecimento da doutrina relacionada a pessoa de Deus,  seus atributos, como também  aquilo que as Escrituras revelam ser a Trindade Santa.

2- Uma visão distorcida de cada pessoa da Trindade. O livro, por exemplo, traz a a ideia do Patripassianismo. Segundo esta heresia, Jesus foi, na verdade, Deus-Pai crucificado.  O patripassianismo é uma espécie de modalismo: negando a existência de três pessoas distintas na divindade, ensinando ser a Trindade a manifestação de Deus em três modos diferentes.

3- Uma visão antropocêntrica e humanista da redenção, recheada pela relativização do pecado e suas consequências.

4-  Uma visão distorcida da soteriologia, permitindo com isso,  a sutil e politicamente correta heresia do universalismo, isto é, a doutrina que todas as pessoas serão salvas, não importando a sua religião ou sistema de crença.

Pense nisso!

Renato Vargens
Por Renato Vargens

 O livro " A Cabana" foi escrito pelo canadense William P. Young. 

O livro foi lançado em 2007 nos EUA, chegando no ano seguinte para os brasileiros, e desde então "encantou" uma multidão de evangélicos que se deixaram envolver com as bobagens retratadas pelo autor. 

Em virtude do "sucesso" de vendas, o livro ganhou a sua adaptação para o cinema estreando no Brasil no dia 06 de abril. 

Isto posto, de forma rápida e sucinta resolvi elencar quatro motivos porque preferi não "entrar na cabana":

1-  A Cabana relativiza as Escrituras trazendo ao leitor uma visão distorcida a respeito de Deus.

2- A Cabana ao tratar da Trindade o faz de forma banal, imprecisa e disforme, destoando de forma acintosa da revelação das Escrituras.

3-  A cabana traz uma visão depreciativa sobre o ensino bíblico da Trindade.  A Cabana se contrapõem  de forma clara as verdades reveladas pelas Escrituras quanto a pessoa de Deus e seus atributos.

4- A Cabana proclama ideias absurdas e equivocadas quanto a soteriologia, cristologia, harmatiologia,  incentivando àqueles que com ela se "relaciona" uma percepção absolutamente equivocada da revelada pelas Escrituras.

Pois bem, ao ler este texto, talvez alguém esteja dizendo: "Pastor, deixe de ser chato, tanto o livro como o filme não passam de uma obra de ficção, que mal tem isso? Ademais, dizem alguns: "Qual o problema de me divertir assistindo um filme que fala sobre Deus?"

A estes eu respondo:

Ora, em primeiro lugar,  bem sei que se trata de uma ficção, mas infelizmente não é dessa forma que as pessoas encaram e muito menos o autor do livro. Na verdade, os evangélicos brasileiros são rasos em sua teologia, tornando-se em virtude disso, fáceis de serem iludidos e enganados por doutrinas cuja aparência é bela, mas, que no fim, gera e produz morte. Em segundo lugar,  pergunto: Como considerar um livro/filme que destila veneno como um instrumento de diversão? Pode porventura um copo com veneno saciar a sede de alguém? Penso que não, não é mesmo?

Por esses e outros motivos eu prefiro não entrar na cabana.

Renato Vargens